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QUE É A NUTRIÇÃO FUNCIONAL?
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A
Nutrição Funcional é uma maneira dinâmica de abordar,
prevenir e tratar desordens crônicas complexas através da detecção
de desequilíbrios clínicos. Estes se manifestam a partir da dieta,
da influencia do ar que respiramos, da água que bebemos, dos exercícios
e traumas que são processados pelo corpo, mente e espírito. Compreende
a interação entre todos
os sistemas do corpo e enfatiza as relações que existem entre a
fisiologia, aspectos emocionais e cognitivos e o funcionamento físico do
organismo.
A Nutrição Clinica Funcional possui cinco princípios
básicos: | | 1)
Individualidade bioquímica: se relaciona a importância das
variações individuais na função metabólica
advinda a partir de fatores genéticos, necessidades nutricionais e sensibilidades
ambientais. Este princípio irá nortear a terapia nutricional, que
deverá sempre levar em consideração as necessidades individuais,
bem como os sinais e sintomas apresentados pelo individuo. Não podemos
esquecer que grande parte da nossa expressão dos genes depende do meio
ambiente, portanto os indivíduos podem apresentar necessidades e carências
de acordo com o ambiente aos quais estão expostos.
2)
Tratamento centrado no paciente: O tratamento é direcionado ao paciente
e não a doença, ao oposto da medicina tradicional. Torna-se mais
importante saber que o paciente tem a doença do que saber que doença
o paciente tem. O paciente deve ser abordado como um conjunto de sistemas que
se relacionam entre si e que sofrem influências de fatores ambientais, emocionais,
sócio culturais, além de hábitos alimentares, historia individual
de patologias pregressas e uso de medicamentos, hábitos de vida e atividade
física. 3)
Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes: Se torna
importante a oferta de nutrientes em quantidades adequadas e em equilíbrio
com todos os outros, para que haja otimização da sua absorção.
Alem disso, torna-se importante buscar a utilização de formas químicas
de nutrientes que posam ser utilizadas facilmente pelo organismo, exercendo assim
os efeitos benéficos esperados.
4)
Inter - relações em teia de fatores fisiológicos:
as funções orgânicas estão interligadas. A teia da
Nutrição Funcional considera a inter-relação mútua
de todos os processos bioquímicos endógenos, de forma que um repercute
no outro, gerando desordens sistêmicas que abrangem diversos sistemas. Hoje
sabemos, por exemplo, que disfunções imunológicas podem promover
doenças cardiovasculares, que desequilíbrios nutricionais provocam
desequilíbrios hormonais e que exposições ambientais podem
precipitar síndromes neurológicas como a doença de Parkinson.
A teia conduz a organização do raciocínio na busca da compreensão
dos desequilíbrios que estão nas bases funcionais do desenvolvimento
das condições clinicas, corrigindo a causa, ao invés de apenas
os sintomas genéricos.
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clique ao lado e veja a Teia de Inter-Relações Metabólicas
da Nutrição Funcional | 5)
Saúde como vitalidade positiva: a saúde não é
meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações
entre os sistemas orgânicos, por isso devemos analisar os sinais e sintomas
físicos, mentais e emocionais que podem estar nas bases dos problemas apresentados.
A pesquisa das causas das condições clinicas é pautada em
levantar os: Antecedentes:
historia pessoal de patologias, de hábitos alimentares e de vida, historia
familiar de morbidades/longevidade, polimorfismos genéticos, exposições
tóxicas ocupacionais ou não; Gatilhos: endotoxinas intestinais
(produto das bactérias patogênicas, fungos e parasitas intestinais),
exotoxinas (aditivos alimentares, poluentes, metais tóxicos, agrotóxicos,
alergenos inalantes ou ingestante, espécies reativas de oxigênio,
desequilíbrios nutricionais) e Mediadores: eicosanoides, citocinas,
neurotransmissores, hormônios (quando desequilibrados) e outras moléculas
endógenas sinalizadoras. Os processos fisiológicos fundamentais
incluem a comunicação, tanto externa, quanto interna à célula,
a transformação dos alimentos em energia, replicação,
reparo e manutenção da integridade estrutural das células
e de todo o organismo, eliminação de resíduos, proteção
e defesa orgânica e transporte e circulação. Os desequilíbrios
que podem surgir a partir deste complexo sistema são: -
Desequilíbrios nutricionais, digestivos, absortivos e microbiológicos
- Desequilíbrios hormonais e de neurotransmissores - Distúrbios
imunológicos - Estresse toxicológicos - Distúrbios
inflamatórios - Desequilíbrios estruturais a partir da ruptura
da função de membrana celular até outras manifestações
sistêmicas - Estresse psicológico e desequilíbrios no
estilo de vida. A detecção e correção destes
desequilíbrios complexos é um ponto primordial na resolução
de desordens agudas e crônicas e na restauração da qualidade
de vida, sendo muito mais efetivo do que meramente tratar os sintomas. Como parte
do processo diagnóstico, a medicina funcional se foca extensivamente na
história médica e social do individuo, coleta múltiplas fontes
de informações clinicas buscando uma causa para o problema médico
apresentado, sendo baseada em princípios científicos, na literatura
clinica atual e importantes descobertas no campo da nutrição e da
medicina ortomolecular. Esta abordagem integrada é mais bem desempenhada
por uma equipe multidisciplinar.
A
introdução da nutrição funcional no Brasil, se deu
em 2003 com a abertura da primeira turma de pós -graduação
em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Brasileiro de Nutrição
Funcional em São Paulo e Porto Alegre . Em julho de 2004 foi fundado o
Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (www.cbnf.com.br), uma entidade
sem fins lucrativos que tem como objetivo levar, a cada vez mais nutricionistas,
os conceitos tão interessantes desta nova nutrição.
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PATRICIA DAVIDSON HAIAT
Nutricionista
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