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Prevenção
e tratamento nutricional da Candidíase
A
candidíase é chamada de epidemia escondida, sendo por isso muitas
vezes sub diagnosticada. A cândida afeta não só
mulheres, como homens e crianças. |
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cândida albicans é um fungo, que tem como habitat principal o sistema
digestivo humano. Todos nós temos várias bactérias e fungos
como a cândida habitando em harmonia no nosso intestino, constituindo a
nossa microbiota intestinal. O uso de antibióticos, quimioterápicos,
antiácidos, esteróides, progesterona, pílulas anticoncepcionais
e cortisona, assim como o estresse, a diabetes mellitus, e a hipoglicemia, entre
outros distúrbios metabólicos pode provocar a quebra deste equilíbrio,
sendo desencadeadores da proliferação da cândida.
As pessoas mais suscetíveis à cândida são aquelas alérgicas,
com má digestão, aquelas com infecções virais, síndrome
da fadiga crônica, câncer, ou que tenham um histórico de uso
crônico das drogas mencionadas. A cândida é mais encontrada
em determinados tipos de personalidade como naquelas pessoas que se doam, que
buscam a perfeição, estressadas, workaholik, com baixa auto-estima
e que querem se manter muito magros. Todas estas características, doenças
e estresse têm em comum o fato de provocarem uma diminuição
da função do sistema imunológico, deixando-nos muito mais
suscetíveis ao supercrescimento da Cândida. A sua recorrência
também está relacionada a períodos de baixa imunidade e baixa
energia corporal, uma vez que um organismo fraco é um ótimo ambiente
para o rápido crescimento deste fungo.
SINAIS E SINTOMAS A
cândida e outros fungos produzem toxinas, que no organismo humano podem
atingir a corrente sanguínea e produzir uma vasta gama de sintomas que
se manifestam principalmente em 5 áreas do nosso corpo: a)
Sistema digestivo - provocando gases, distensão abdominal, diarréia
alternada com constipação e múltiplas alergias alimentares.
b) Sistema nervoso - fadiga anormal, dificuldade em se concentrar,
confusão mental, irritabilidade e confusão mental, perda de memória,
insônia, depressão, tontura, alterações de humor, dores
de cabeça, náuseas, sensação de queimação,
dormência, entre outros. c) Pele - psoríase, eczema,
sudorese excessiva, acne e infecções nas unhas. d) Trato
genito-urinário - nas mulheres, principalmente tensão pré-
menstrual, infecções vaginais recorrentes, e perda da libido. Nos
homens inclui prostatite recorrente e impotência. e) Sistema
endócrino - hipo ou hipertireoidismo, principalmente os de origem auto-imune. O
conjunto destes sintomas devido à infecção por cândida
pode ser chamado de candidíase polisistêmica.
INFLUÊNCIA DA DIETA Os
fungos crescem com o açúcar, principalmente a lactose. O consumo
de grandes porções de carboidratos refinados como balas, chocolates,
bolos, biscoitos, pão branco, bebidas alcoólicas e cafeína
podem levar a um supercrescimento da cândida. Mesmo o açúcar
contido nas frutas e nos seus sucos, se consumidos em excesso, favorecem também
o seu crescimento. O excesso de açúcar e de lipídios diminui
a fagocitose de leucócitos e a função linfocitária,
respectivamente, tornando o ambiente próprio para o seu ótimo crescimento.
As deficiências nutricionais frente a uma alimentação desequilibrada
e uma função digestiva precária também estimulam o
seu crescimento. Muitos alimentos, mesmo que considerados saudáveis,
podem estar grandemente colonizados por fungos e suas toxinas. Estes incluem milho,
amendoim, castanha de caju, e coco ralado. Fungos também podem ser encontrados
na cevada, centeio, trigo, arroz, milhete e em praticamente todos os grãos
de cereais. Uma dieta rica em cereais e oleaginosas contaminadas, portanto aumentam
a colonização de fungos no trato digestivo. Animais que se alimentam
destes grãos contaminados também tem um crescimento de fungos aumentado
e nós, portanto podemos ingerí-los de maneira indireta através
do consumo de sua carne. Além disso, esses animais podem ter sido alimentados
com antibióticos, o que de alguma forma pode influenciar no desequilíbrio
da nossa ecologia intestinal. A exposição a toxinas ambientais
(pesticidas, herbicidas, petroquímicos e metais pesados) também
aumenta a sua prevalência. Alguns estudos apontam para uma relação
da cândida com uma sensibilidade aumentada ao mercúrio derivado dos
amálgamas dentários e com uma prevalência aumentada de alergias
alimentares. TRATAMENTO NUTRICIONAL - ALIMENTAÇÃO
E SUPLEMENTAÇÃO
A candidíase não pode ser curada somente através das alterações
dietéticas propostas, mas estas são de fundamental importância
para a eficácia do tratamento antifúngico usualmente empregado.
A dieta garante que a cândida não cresça ou que tenha um crescimento
insignificante. O mais importante no que se refere ao tratamento da infecção
pela cândida é melhorar a função digestiva e o sistema
imunológico, assim a cândida não encontrará ambiente
propício para o seu crescimento excessivo. Frente aos alimentos
mais envolvidos no crescimento da cândida, é importante, evitar frutas
ricas em açúcar como as desidratadas, frutas, sucos de frutas, alimentos
fermentados como cerveja, vinho e queijos, pães e grãos contaminados,
produtos de origem animal (principalmente a carne vermelha e de porco, gordura
animal, manteiga, leite e outros laticínios), amendoim, pistache, castanha
de caju e coco ralado, sementes e alimentos refinados. Evitar a ingestão
de champignons, pois eles nada mais são do que uma espécie de fungo
que pode proliferar a população intestinal de fungos. Evitar
a ingestão de amendoim ou seu óleo, uma vez que freqüentemente
estão contaminados com aflatoxinas e fungos considerados imunossupressores.
Alimente-se com mais peixes e óleos de peixe (ricos em ácidos graxos
Ômega 3), alho, cebola,azeitonas, azeite de oliva, hortaliças verdes,
ervas, especiarias, semente de linhaça e produtos à base de soja
como o tofu e o iogurte. Alguns suplementos também são
indicados como coadjuvantes no tratamento da candidíase: PROBIÓTICOS:
são as bactérias intestinais benéficas que residem no nosso
intestino e funcionam como um antibiótico natural contra bactérias
patogênicas, vírus e fungos como a cândida. Para isso é
importante que estejam em equilíbrio na nossa microflora. O iogurte e outros
leites fermentados são fontes naturais de probióticos, mas estes
podem ser melhor obtidos através de suplementos de lactobacilos e bifidobactérias.
Podem ser utilizados por via oral ou como uso tópico no caso de infecções
vaginais recorrentes. PREBIÓTICOS: como os frutooligossacarídios
(FOS), por exemplo. Aconselha-se associa-los ao uso dos probióticos, uma
vez que alimentam os lactobacilos, aumentando sua população e assim
conferindo maior proteção intestinal. ÁCIDO CAPRÍLICO:
é um ácido graxo de cadeia longa presente no coco. É um potente
agente antifúngico. CEBOLA E ALHO: são efetivos
no combate tanto da cândida quanto de parasitas. Devem ser consumidos na
forma crua ou em suplementos de óleo ou extrato de alho. O processamento
do alho em cápsulas provoca perda de parte de sua atividade antifúngica.
A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável
pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, antiinflamatórias
e antifúngicas. Utilizar diariamente durante 1 a 3 meses. ÓLEOS:
O óleo de peixe tem atividade antifúngica comprovada, havendo também
benefícios através da ingestão de peixes como truta, salmão,
sardinhas, atum e bacalhau por pelo menos 3 vezes/semana. O óleo de prímula,
de borage e groselha preta são ótimas fontes de Omega 6. Óleo
de semente de linhaça é boa fonte de ácidos graxos Omega
3 e 6. Todos estes óleos tem propriedades antifúngicas. Destaca-se
neste grupo o óleo de orégano por suas propriedades antibacterianas,
antifúngicas, antiparasíticas e antioxidante. ALOE VERA
GEL: assim como a espirulina ou clorela têm ação no combate
a cândida, principalmente devido ao seu efeito estimulante sobre o sistema
imune. Além de suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias.
VITAMINAS/MINERAIS: o sistema imune necessita de alguns nutrientes
para o seu bom funcionamento como a vitamina A, beta caroteno, vitamina E, iodo,
selênio, zinco, ácido fólico e biotina. Esta última
é uma das vitaminas do complexo B, e também tem atividade evitando
a conversão da cândida na sua forma mais invasiva. ALGAS
MARINHAS: são ricas em selênio e iodo que têm atividade
de inativar os fungos. Antes do advento das drogas antifúngicas o iodo
era o "remédio" mais potente contra a cândida e outros
fungos.
OBS:
Para maiores esclarecimentos consulte um nutricionista, para que ele possa direcionar
melhor o seu tratamento e assim garantir o fim dos seus problemas!
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PATRICIA
DAVIDSON HAIAT Nutricionista
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