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| Resistência
Insulínica |
Na maioria dos tecidos, uma adequada secreção
de insulina é necessária para a captação
e utilização da glicose plasmática.
A ligação da insulina com seu receptor
na membrana celular é o primeiro passo dessa
cascata metabólica.
O termo resistência insulínica se refere
a uma reduzida sensibilidade tecidual a ação
da insulina. Para superar essa resistência
e buscar a manutenção da homeostase
da glicose, o pâncreas secreta quantidades
cada vez maiores de insulina resultando em hiperinsulinemia.
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A
resistência insulínica e a conseqüente hiperinsulinemia
são encontradas em mais de 25% da população
não diabética. A maioria dos indivíduos
que desenvolve resistência insulínica mantém
um controle glicêmico normal ou próximo ao normal,
no entanto, cerca de 30% desses indivíduos desenvolverão
diabetes tipo 2.
Resistência Insulínica e Doenças Crônicas
Mesmo não desenvolvendo diabetes, os indivíduos
com resistência insulínica estão em maior
risco de uma variedade outras doenças como doença
cardíaca coronariana, hipertensão arterial e
síndrome do ovário policístico. A Síndrome
da resistência insulínica, também chamada
de Síndrome Metabólica, é caracterizada
por um conjunto de manifestações que incluem:
intolerância a glicose, redução do HDL-colesterol,
elevação dos triglicérides, elevação
da pressão arterial e adiposidade visceral. A fisiopatologia
dessa síndrome envolve a resistência à
insulina e a conseqüente hiperinsulinemia.
Diabetes
Grande parte dos indivíduos com diabetes tipo 2 possuem
a resistência insulínica como uma das causas
bases para o desenvolvimento da patologia. A severidade da
resistência insulínica e função
prejudicada da célula beta pancreática determinarão
a severidade da hiperinsulinemia e a ocorrência da hiperglicemia.
Usualmente, a insulina possui um efeito supressor na circulação
de ácidos graxos livres. Quando a produção
e/ou ação da insulina declinam, os níveis
de ácidos graxos livres circulantes aumentam. Esse
evento estimulará a síntese hepática
de glicose o que prejudicará ainda mais o controle
glicêmico. A hiperglicemia sustentada levará
ao declínio na função da célula
beta pancreática, com subseqüente redução
da síntese de insulina (possivelmente pelo resultado
da glicotoxicidade).
Doença Cardíaca Coronariana
A Síndrome Metabólica associa-se a doença
cardíaca coronariana por 3 mecanismos:
1) A elevação da insulina estimula a lipogênese
e o crescimento e a proliferação das células
da musculatura lisa vascular, contribuindo para aterosclerose;
2) A resistência insulínica e a hiperinsulinemia
reduzem a fibrinólise por estimular o PAI-1 (inibidor
do ativador de plasminogênio -1), que está associado
com o aumento da formação de trombos coronários.
3) A hiperinsulinemia aumenta a produção hepática
de triglicérides, enquanto inibe a produção
da lipoproteína HDL-colesterol. A elevação
dos triglicérides com o declínio da HDL-colesterol
são importantes fatores de risco para as doenças
cardíacas.
Hipertensão
Arterial
A resistência insulínica também exerce
um papel no desenvolvimento da hipertensão arterial.
Mais de 50% da população hipertensa possuem
resistência à insulina.
Tem sido proposto que grande parte dos casos de hipertensão
essencial é causada pelo aumento da reabsorção
renal distal de sódio promovida pela hiperinsulinemia.
A hiperinsulinemia também interfere na distribuição
de sódio e potássio aumentando a resistência
vascular periférica. A insulina ainda parece atuar
por outros mecanismos como aumentando a atividade do sistema
nervoso simpático e, com isso, a resistência
vascular.
Essa relação entre insulina e pressão
sanguínea é sustentada por estudos que mostram
que os níveis de pressão arterial declinam com
a diminuição dos níveis de insulina em
indivíduos diabéticos tipo 2. Além disso,
a pressão arterial aumenta com o início da terapia
com insulina exógena em pacientes diabéticos.
Síndrome
do Ovário Policístico
A resistência insulínica parece possuir uma relação
crítica com a modulação dos hormônios
androgêncios. Muitos estudos associaram a resistência
insulínica e a hiperinsulinemia com a Síndrome
do ovário policístico, uma desordem que afeta
cerca de 6% das mulheres em idade reprodutiva e que é
uma das causas mais comuns de infertilidade feminina nos Estados
Unidos. Hirsutismo e acne também são conseqüências
comuns dessa desordem hormonal. Estudos mostram que altos
níveis de insulina circulante estimulam a produção
ovariana de testosterona em mulheres predispostas, resultando
no aumento de testosterona circulante e no desenvolvimento
da Síndrome.
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Nutricionista
FERNANDA SERPA
Graduada
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
Diretora e Docente da empresa Nutconsult
Especialista em Nutrição Clínica
(Clínica Médica e Cardiologia) - HUPE/UERJ
Pós-graduada em Nutrição Clínica
Funcional - CVPE/SP
Docente dos cursos de pós garduação
em Nutrição Clínica Funcional -
CVPE
Nutricionista Militar do Corpo de Saúde dos Bombeiros
Nutricionista Municipal do Hospital Souza Aguiar - HMSA/RJ
Nutricionista Clínica com atuação
em Atendimento Domiciliar e Ambulatorial
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