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| Rinite Alérgica |
A rinite é definida como uma inflamação da mucosa nasal caracterizada por um ou mais dos seguintes sintomas: congestão nasal, coriza, espirros e prurido (BOUSQUET, 2001).
Estudos longitudinais iniciados ao nascimento, têm demonstrado que a história natural das manifestações atópicas é caracterizada por uma seqüência típica de progressão. De um modo geral, os sinais clínicos de eczema atópico precedem os de asma e rinite sendo esta progressão freqüentemente referida como marcha atópica, sugerindo uma relação entre as três doenças alérgicas, o que está de acordo com a visão atual que contempla a atopia como uma doença sistêmica (ILLI, 2004; TAUSSING, 2003).
As hipóteses mais estudadas para explicar o aumento na prevalência das doenças alérgicas têm levado em conta as mudanças nas interações entre o homem e os microorganismos, mudanças no estilo de vida, hábitos alimentares e nas melhores condições de higiene dessas populações, impondo ao sistema imunológico um perfil caracterizado por uma resposta que aumentaria a predisposição para a alergia (CZERESNIA, 2005). |
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As diferenças no tipo de flora intestinal entre atópicos e não atópicos foram investigados por Sepp et al., em 1997, e Bjorkstén et at., em 1999, comparando crianças na Estônia e Suécia. Nas crianças estonianas e não atópicas houve predomínio da flora composta por lactobacilos, quando comparadas às crianças atópicas e suecas, que mostraram um predomínio de clostrídios e coliformes nas fezes.
Alguns estudos observacionais foram conduzidos para avaliar os níveis de nutrientes ou intervenções dietéticas na fase pré-natal e o desenvolvimento subseqüente de doenças atópicas. Esses estudos têm focado, principalmente, nos alimentos com propriedades antiinflamatórias e imunomoduladoras, como os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, vitamina D e minerais antioxidantes como zinco e selênio.
A Coorte de Tucson de doenças respiratórias na infância (Tucson Children’s Respiratory Study) encontrou que a rinite alérgica diagnosticada durante os primeiros seis meses de vida era mais comum em crianças que recebiam outro alimento que não o leite materno nos primeiros dois meses de vida (PHIPATANAKUL, 2005).
Na Alemanha, os níveis plasmáticos de carotenóides, tocoferóis (vitamina E) e vitamina C de 547 indivíduos entre 18 a 81 anos de idade foram avaliaram para associação com a prevalência de rinoconjutivite e sensibilização atópica (dosagem de IgE). Foi observada uma associação inversa entre os níveis plasmáticos de carotenóides e a prevalência de rinoconjutivite. Não foram encontradas associações com a vitamina C e os tocoferóis. Em relação à sensibilização alérgica, somente os tocoferóis apresentaram associação inversa (KOMPAUER, 2006).
Em outro estudo (NAGEL, 2003), entre os diversos componentes de um painel de antioxidantes avaliados, somente a maior ingestão de vitamina E foi fator de proteção ao desenvolvimento de rinite alérgica (OR: 0.38, 95%CI: 0.17–0.85).
Em um estudo prospectivo, investigou-se a associação entre o consumo dietético de ácidos graxos e a manifestação da rinite alérgica na idade adulta. O aumento do consumo de ácido eicosapentanóico (EPA – série ômega 3) esteve inversamente relacionado com a presença de rinite alérgica (OR: 0.45, 95% CI: 0.22–0.93) em toda amostra. Somente entre as mulheres e ex-fumantes, o maior consumo de ácido linoléico (ômega 6) associou-se diretamente com a maior prevalência de rinite alérgica (NAGEL, 2003).
Também foi demonstrado, somente entre os homens, que o maior consumo de margarinas e a maior relação gordura ômega 6:ômega 3 na dieta esteve positivamente associado com a rinite alérgica (TRAK-FELLERMEIER, 2004). A margarina além de ser fonte de gordura ômega 6 também veicula ácidos graxos trans.
Em função da revisão exposta acima pode-se concluir que as doenças atópicas, com destaque para a rinite alérgica estão associadas, pelo menos em parte, com fatores amientais e alimentares.
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Nutricionista
FERNANDA SERPA
Graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro
- UERJ
Diretora e Docente da empresa Nutconsult
Especialista em Nutrição Clínica
(Clínica Médica e Cardiologia) - HUPE/UERJ
Pós-graduada em Nutrição Clínica
Funcional - CVPE/SP
Docente dos cursos de pós garduação
em Nutrição Clínica Funcional -
CVPE
Nutricionista Militar do Corpo de Saúde dos Bombeiros
Nutricionista Municipal do Hospital Souza Aguiar - HMSA/RJ
Nutricionista Clínica com atuação
em Atendimento Domiciliar e Ambulatorial
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